O disco de estreia da BRVNKS é a sinceridade adolescente em formato indie lo-fi

Melodias ensolaradas, guitarrinhas e letras de amor estão nas faixas do projeto da goiana Bruna Guimarães.

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15 abril 2016, 3:02pm


Foto por: Beatriz Perini

Lanches (Dull Dog Records) é o EP de estreia do BRVNKS, o projeto da Bruna Guimarães, uma jovem goiana que só depois de muito tempo descobriu que conseguia cantar. “Aí fui brincando de escrever algumas besteiras e deu nisso aí”, conta ela, íntima do violão desde os 11 anos, quando aprendeu a tocar sozinha. Tudo começou sem muita pretensão, segundo a moça. “Eu sempre quis fazer música, mas não sabia por onde começar. Comecei entendendo que é só ser simples. Sinceridade é a proposta.” O som é doce, um indie lo-fi ensolarado com guitarrinha e um vocal ainda mais açucarado. Entre as coisas que ela gosta de ouvir e que podem ser entendidas como influências, estão FIDLAR, Wavves, Best Coast, Drunk Mums, Bass Drum of Death, DZ Deathrays, Jeff the Brotherhood, Alvvays, Bully, Chastity Belt, e por aí afora.

Este trabalho é formado pelas primeiras coisas que ela compôs, sem seguir nenhuma meta. “Eu fico um mês sem conseguir fazer nada, e em cinco minutos que eu sento, sai alguma coisa e fica. Sempre compus quando estava com raiva, e as primeiras músicas sempre foram esse clichê sobre amor”, revela. “Agora que eu comecei a escrever outras coisas, tenho mudado muito o rumo. Dá pra falar sobre tudo, até uma conversa com alguém dá pra virar letra de música.” Além das músicas do EP, a Bruna já tem mais quatro que, por enquanto, estão sendo ensaiadas. Segundo ela, as novas criações têm saído numa vibe diferente, talvez mais animada.

No estúdio, ela gravou só a voz. A Bruna fez tudo em casa e o Edimar Filho, produtor, foi montando os rascunhos que ela mandava pelo gravador do iPhone mesmo, até ficar do jeito que queria. O Edimar mixou e o Braz Torres, guitarrista do Hellbenders, masterizou. “Nas próximas músicas eu pretendo fazer sozinha, antes não dava, porque o violão era tudo que eu tinha”, comenta. O curioso nome do disco não deixa de evidenciar o aspecto pessoal da obra, uma vez que a alimentação da Bruna é só besteiras, coisas que deixariam a Bela Gil em pânico: sanduíche, pizza, miojo e sorvete. “Eu comecei a zoar com isso e ficou”, diverte-se. Os planos dela agora são de largar o emprego que tem no shopping e tocar, fazer música, e, mais do que nunca, comer muitos lanches.

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