O Transborda foi o festival mais alto astral de Belo Horizonte​

Teve: pixo, altas danças, rock triste e ‘Fora Temer’. Não teve: treta, segregação e repressão policial.

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out 6 2016, 2:55pm

Foto por Marcela Xavier.

O Noisey precisa te contar como foi o Festival Transborda 2016, que rolou em Belo Horizonte agora em setembro. Não porque a colaboradora do Thump Marcela Xavier fez umas fotos ótimas da festa, nem porque o repórter Lucas Panoni e o colaborador/ex-estagiário Paulo Marcondes ~atacaram de DJ~  em um dos quatro dias de celebração, não, imagina! É só porque o rolê foi muito alto astral e quem não foi perdeu.

Tudo rolou entre três cantos famosos da cidade. A inauguração foi n'A Autêntica, uma das casas mais prestigiadas pelos músicos autorais da cidade. Depois, os eventos alternavam-se entre o Viaduto Santa Teresa, palco da já tradicional batalha de MCs, e o BAIXO Centro Cultural, que revitaliza a área do baixo centro da cidade. Pra melhorar ainda mais, as atrações eram todas na faixa, 0800, de graça, na vasca. Nomes grandes da música independente brasileira como Ventre, Bárbara Sweet, Douglas Din, Inky, Francisco El HombreLucas Santtanae Jonathan Tadeu dividiram o palco com atrações internacionais de peso, como a indie argentina El Mató a um Policia Motorizado e o folk estoniano da TRAD.ATTACK!.

Teve "Fora Temer", teve catuçaí (o drink do amor), teve gentrificação, pixo, tilelê e rock triste — aliás, temos que te contar que o Jonathan Tadeu excomungou a tristeza naquele palco, fazendo discurso motivacional e entregando sua guitarra ao público no fim do show. Só não teve segregação nem repressão policial. Na verdade, quase não se via polícia no local. E que bom, porque também não teve treta não. A Palomita, DJ residente e apresentadora do festival achou tudo mais do que lindo: "O festival sempre deixa uma saudade, sempre apresenta algo que ninguém viu e fica amando pra sempre. Amor elevado a potência máxima vezes três!".

Por isso, você precisa ver as fotos que a nossa colaboradora Marcela Xavier fez do festival. Porque se você foi, vai ser bom relembrar da vibe daora, e se não foi, vai ficar esperto pra não perder a próxima edição. :)

A Chun-Li do rap, Bárbara Sweet, deu início às festividades na quinta (15), no palco d'A Autêntica

Na sequência, a espanhola Indee Style apresentou seu hip-hop kamikaze. "Quem vive de arte aí? Vocês são kamikazes", ela disse em português.

Na sexta (16), o grupo Cromossomo Africano abriu a noite no Viaduto com seu charme black.

Na sequência, o Pequena Morte trouxe a vibe do carnaval de volta ao Viaduto Santa Teresa.

Pra terminar o rolê no Viaduto, foi a vez da banda estoniana TRAD.ATTACK, com seu folk maluco e sua gaita de fole.

Gustavito e a Bicicleta foram encarregados de puxar a festa para o BAIXO Centro Cultural.

Do lado de fora, pichadores atribuíram novos adereços às janelas do prédio vizinho ao Baixo.

Douglas Din finalizou a sexta-feira no Baixo lotado.

No sábado (17), foi a vez da Xóô começar o rolê no viaduto. Os caras meteram uma banca misteriosa, usando sobretudos e capuzes.

Sente o naipe do estilo panque mineiro.

Nosso repórter-DJ Panoni brisando em algum rock triste pesado – provavelmente Rakta ou Death Grips

Depois os paulistanos da Inky colaram com seu indie-rock-synth-pop cheio de brilho.

Mais tarde veio o Di Souza e sua banda de toalha, botando fogo no palco (quase que literalmente).

E a galera curtiu.

Aí veio a El Mató a Um Policía Motorizado e deixou todo mundo mais calminho e apaixonado. Foto por Lucas Hallel/Festival Transborda

Cenas fortes de fãs afetuosos numa demonstração de carinho.

O show dos argentinos agradou até o mais exigente dos hipsters.

Lucas Santtana fechou o sábado no Viaduto com seu estilo mais abrasileirado.

O pop-rock festivo dos mineiros do Carmem Fem atraiu o público para o Baixo Centro Cultural.

Aí o Ventre derrubou a casa com a performance arrebatadora de Larissa Conforto e os meninos. Foto por Flávio Charchar.

O domingo (19) começou cedo com o Game of Skate do Família de Rua.

E o Francisco El Hombre adaptou o Fora Temer ao verso de "Não Vou Descansar" e ficou "não vou descansar, até o Temer derrubar". O público adorou.

"Pelo amor de Deus, Jonathan Tadeu" era entoado enquando Jonathan cantava sobre amor.

O rock triste pode fazer o homem chegar muito longe, amigos.

No fim do show, extasiado, Jonathan entregou a guitarra para quem quisesse pegar. Com as mais distintas intenções, muita gente agarrou o instrumento, que teve que ser recuperado pela equipe de palco.  Foto por Flávio Charchar.​

Coube ao Mombojó encerrar as festividades no Viaduto, no melhor estilo Fora Temer.

E à Juliana Perdigão trazer seus Kurva ao Baixo Centro Cultural para finalizar o festival em grande estilo.